Pesquisa de Conjuntura Econômica do Setor de Alimentação Fora do Lar

Período analisado: Abril/Maio/Junho de 2017

INTRODUÇÃO

A pesquisa apontou que os efeitos da crise econômica no setor de alimentação fora do lar estão deixando para trás o seu lado mais perverso, pois os principais indicadores continuaram melhorando pelo terceiro trimestre consecutivo. O dado que aponta o número de empresas fazendo prejuízo aparece em queda pela quarta vez consecutiva, reduzindo de 31% para 28%. A série histórica reforça a previsão da Abrasel de que o setor feche o ano com este número próximo de 20%. A avaliação da melhoria da rentabilidade das empresas pesquisadas aumentou 6 pontos percentuais.

Nas previsões do setor, foi percebido um evidente reflexo das incertezas políticas provocadas pelas denúncias em torno da Presidência da República. Os empresários, que antes haviam indicado uma expectativa de terminarem o ano com aumento de 2,37% no faturamento, reajustaram a previsão e nesta edição da pesquisa sinalizaram que esperam um aumento médio em torno de 0,47%. A expectativa de contratação também foi afetada com a previsão de redução anual no quadro de pessoal saltando de 0,55% para 1,03% e as avaliações negativas do ambiente de negócios do setor tiveram um aumento considerável, subindo de 21% para 33%.

Uma novidade que marcou o período pesquisado foi a vigência da lei que regulamentou as gorjetas permitindo que parte do valor arrecadado fosse usada para pagar encargos trabalhistas, previdenciários e sociais. A consequência esperada ligada aos consumidores é que um conjunto de empresas, especialmente as que trabalham com mão de obra mais qualificada, venha sugerir aos consumidores uma taxa de serviço superior aos tradicionais 10%. Com menos de dois meses de vigência da lei, 2% das empresas já sugerem mais de 10% - número que a Abrasel acredita que crescerá lentamente ao longo dos próximos anos, à medida em que o mercado de trabalho se

aquecer e a retenção de mão de obra qualificada demandar uma remuneração maior.
No entanto, ainda é baixo o número de empresas que usufrui dos benefícios da lei. Pouco mais da metade (51%) delas está retendo percentuais para pagamento dos encargos; na avaliação da Abrasel, reflexo da ausência de convenções e acordos coletivos de trabalho ou da falta de informação. O setor vive um conjunto de mudanças que impactará a vida do consumidor, como por
exemplo, uma lei que passou a vigorar, em junho, permitindo a diferenciação de preços de bens e serviços oferecidos ao público em função do meio de pagamento utilizado.

Dentre o grupo de empresas que pensa em diferenciar seus preços, 65% adotará descontos de até 5%, refletindo os custos com taxas e antecipações. Outro grupo, com 31%, que pretende conceder de 6% a 10% de desconto, retrata um interesse de desincentivar o uso de cartões de débito e crédito. Outra novidade revelada pela pesquisa foi que a utilização do delivery como estratégia de aumento das vendas tem ganhado grande importância: 46% das empresas já trabalha com o serviço e chama atenção o número (44%) dos que o fazem há menos de 2 anos. Apenas 29% dos estabelecimentos trabalham com pedidos feitos exclusivamente por meio do telefone, demonstrando uma ampla disseminação das ferramentas digitais de delivery, seja e-commerce próprio ou plataformas coletivas.

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